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sábado, 3 de outubro de 2009

Locação de Temporada Casa da Praia Tabatinga - Litoral Norte SP - Lenda do Boi das Conchas



A lenda do Boi das Conchas

Filho do boi Marujo com a vaca Sereia; nascera no dia 29 de junho, dia de São Pedro Pescador. Ao ver Cipriano, o bichinho deu um mugido parecendo som de ratambufe. -Ratambufe*!-Isso mesmo, você vai se chamar Ratambufe! Esse mugido tá parecendo o ratambufe do Domingos Anagro, batendo em dia de carnaval.-Você é forte, bonito e tem jeito de ser um bom carreador!-Você nasceu no dia de São Pedro Pescador, não é? Vou leva-lo para conhecer o mar! -Você vai ver que beleza que é o mar!-Está ouvindo Ratambufe?O recém nascido bezerro, parecendo que entender, fitava a promessa do velho Cipriano.Ratambufe era um boizinho quase que inteiramente branco, apenas o rabo era preto, e destacava-se uma mancha preta na testa com formato de concha.Cipriano era um tropeiro do Bairro Alto de São Luiz do Paraitinga que comercializava em Ubatuba. Descia e subia a serra semanalmente, trazendo produtos como: queijo, farinha de milho, carne seca, carne de porco e também comercializava animais como cavalo, boi, galinha, pato, cabrito e porco. Dos produtos que levava, era a farinha de mandioca, banana e principalmente o peixe seco.Ratambufe foi crescendo e ouvindo as promessas de seu dono que iria lhe mostrar o mar. O que seria o mar? O que seria as gaivotas, as conchas, os peixes, os guaroçás,... que Cipriano sempre falava? Ratambufe cresceu ouvindo falar do mar e das coisas do mar... Para Ratambufe o mar seria o céu, o paraíso.Dois anos se passaram e era o mais lindo animal de Cipriano; era um boi forte, robusto, inteligente e o que mais importava era seu peso.Cipriano, como bom comerciante que era, tinha na verdade outras intenções; desceria a serra com o boi, indo diretamente para o matadouro, venderia sua carne e ganharia um bom dinheiro. O matadouro ficava no final da rua cel. Ernesto de Oliveira e final também da rua Alfredo de Araújo; no mais tardar o boi chegaria às nove horas da manhã.-É amanhã, Ratambufe! Amanhã você vai conhecer o mar! Assim aconteceu. No mirante da serra, no descanso do Tuniquinho, pela primeira vez Ratambufe viu o mar. Lá de cima da serra avistou aquela imensidão de águas azuis.-Tá vendo Ratambufe? Lá é o mar, lá estão os peixes, as conchas e as sereias, é lá que mora São Pedro pescador! Falava Cipriano ao seu animal. Ratambufe parecia entender e completamente hipnotizado não tirava os olhos daquela imensidão de águas azuis que brilhava com os raios do sol.-Caaaalma Ratambufe, você vai ver o mar de perto!Caaaalma! Fez, Cipriano, mais essa promessa a seu boi.A descida da serra foi tranqüila, por entre grotas e cachoeiras, sob as sombras de manacás e brecuíbas, ao som de arapongas e tangarás,... coisas que Ratambufe, em seus dois anos de vida, nunca tinha apreciado.O animal parecia ansioso e fazia a tropa acelerar os passos.-Caaaalma Ratambufe, está chegando, o Mar não vai fugir! Alertava Cipriano....Cipriano se arrependeu, e se arrependeu muito...-Olha, Malvina! Eu vi, eu juro que vi!-Você está ficando doido, Lindolfo! Você bebeu? Onde já se viu um boi sair de dentro do mar!-Você sabe que eu não bebo, Malvina! Eu vi! Vi com esses olhos que a terra há de comer! Eu estava tocando minha viola em baixo da amendoeira do cruzeiro, quando apareceu aquele vulto branco vindo lá da prainha do Matarazzo. Eu pensava que era um barco, mas não era. O bicho veio ao som da minha viola, veio vindo, veio vindo e ficou diante de meus olhos, no lagamá. Eu vi! O bicho era todinho branco, todinho coberto com conchas, tinha uma mancha preta na testa e o rabo preto. Brilhava com a ardentia, parecia um ser encantado; vinha acompanhado por tudo que era peixe do mar, botos e cavalos marinhos! Foi a coisa mais bonita que eu já vi em toda minha vida, Malvina!-Olha Lindolfo, você bebeu ou a pimenta daquele pirão que você comeu de noite não lhe fez bem! Onde já se viu uma história dessas, homem?! Você esta ficando louco!Não tinha como fazer com que Vovó Malvina acreditasse naquela historia... E vovô continuava.-Olha Malvina! Coisa de um mês atrás, o compadre Zé Capão me veio com essa mesma história, de que viu sair do mar um boizinho coberto com conchas; não teve como eu acreditar, e ainda falei para o compadre que ele estava bêbado!!! Pois é Malvina, agora o bicho me apareceu! Acredite se você quiser!-Não dá para acreditar, Lindolfo! Não dá!!!-Puxe um pouco pela memória, Malvina! Você lembra daquele caso que aconteceu com o Cipriano? Você lembra daquele boi branco que ele trouxe do Bairro Alto, para matar no matadouro? Você lembra o que aconteceu com o boi?-Ouvi dizer que o boi tomou a dianteira e foi para a praia, entrou no mar e morreu afogado!-Foi justamente isso Malvina; ao chegar perto do mar o boi travou as pernas e ficou olhando para o horizonte do mar, de vez em quando balançava a cabeça, parecia que estava ouvindo um som, algum canto diferente, de repente o boi caminhou e entrou no mar, e o que se sabe é que o bicho nunca mais apareceu. Não se sabe se morreu ou se viveu, pois nunca acharam uma parte se quer do bicho: nem couro, nem pêlo, nem chifre! Dizia o Cipriano que ele vivia falando para o boi da beleza que era o mar e de tudo que tinha no mar... Essa história de mar era papo de Cipriano... O boi sabia disso! Quando o bicho viu o mar e sentiu a maresia, ficou alucinado, deu uma loucura que o bicho desapareceu mar adentro; nunca mais apareceu. Pescadores do local falaram que foi um chamado de São Pedro, outros diziam que era o canto das Sereias. Foi São Pedro Pescador! Foi o canto das Sereias!Malvina agora mostrava interesse pelo fato e já fazia ligação das histórias.-Será Lindolfo, que o boi que você viu aparecer é o boi do Cipriano que sumiu no mar?-Olha Malvina! Não só eu, mas também o compadre Zé Capão está achando! -É Lindolfo! Veio-me agora uma lembrança. Eu lembro-me muito bem que, quando você, juntamente com seu irmão e demais amigos se reuniam na campina para fazerem suas serestas, nas noites de luar ou de garoa fina, os animais dos tropeiros (cavalos, bois, cabritos) que pastavam ao redor, vinham se aconchegar junto à cerca para ouvir as musicas tocadas pelos seresteiros, dando-lhes descanso e conforto.-É Malvina, isso é fato comprovado!!!O BOI DE CONCHAS, foi uma aparição aos olhos de Zé Capão e de vovô Lindolfo. Para Zé Capão o boi aparecia em suas pescarias de robalos, na boca da barra do rio Grande, e, para vovô Lindolfo, o boi aparecia toda vez que ele dedilhava sua viola aos pés da amendoeira da praia do Cruzeiro.Fica aí registrado, a LENDA DO BOI DE CONCHAS, que vovô contava quando eu era criança; uma lenda que eu agora levo a público, e que fique fazendo parte das demais lendas da cultura da cidade de Ubatuba, que já não são levadas às crianças, e muito menos ensinados nas escolas.
Júlio César MendesJulinho Mendes - 06/12/2001
A Lenda do “Boi de Conchas” II-Ratambufe!-Isso mesmo, você vai se chamar Ratambufe! Esse mugido tá parecendo o som de um ratambufe. Você nasceu no dia de São Pedro Pescador, não é? Vou leva-lo para conhecer o mar! Você vai ver que beleza que é o mar. Está ouvindo Ratambufe?O recém nascido bezerro fitava a promessa do Velho Cipriano.Ratambufe era um boizinho quase que inteiramente branco.Cipriano era um tropeiro do Bairro Alto de São Luiz do Paraitinga que comercializava em Ubatuba. Descia e subia a serra semanalmente, trazendo e levando mercadorias.Ratambufe foi crescendo e ouvindo as promessas de seu dono que iria lhe mostrar o mar. O que seria o mar? O que seria as gaivotas, as conchas, os peixes, os guaroçás,... que Cipriano sempre falava? Ratambufe cresceu ouvindo falar do mar...-É amanhã, Ratambufe! Amanhã você vai conhecer o mar! Essa história de MAR era conversa prá boi dormir; Cipriano, como bom comerciante que era, levaria o boi para o matadouro. E no fundo o boi sentia sua morte num matadouro.A descida da serra foi tranqüila, por entre grotas e cachoeiras, sob as sombras de brecuíbas e manacás, ao som de arapongas e tangarás,... O animal, fascinado e ansioso fazia a tropa acelerar os passos.-Caaaalma Ratambufe, está chegando! Alertava Cipriano....Cipriano se arrependeu, e se arrependeu muito...-Olha, Malvina! Eu vi, eu juro que vi!-Você está ficando doido, Lindolfo! Onde já se viu um boi sair de dentro do mar!?-Você sabe que eu não bebo, Malvina! Eu vi! Eu estava tocando minha viola na beira da praia, quando apareceu aquele vulto branco. O bicho veio ao som da minha viola, veio vindo, veio vindo e ficou diante de meus olhos, no lagamá. Eu vi! O bicho era todinho coberto com conchas. Brilhava com a florescência da ardentia. -Olha Lindolfo. Não dá para acreditar. Não dá!!!-Puxe um pouco pela memória, Malvina! Você lembra daquele boi branco que o Cipriano trouxe do Bairro Alto? Você lembra o que aconteceu com o boi?-Ouvi falar que o boi entrou no mar e morreu afogado!-Foi justamente isso Malvina: O boi vinha para o matadouro, mas foi direto para a praia; ao chegar perto do mar o boi travou as pernas e ficou olhando para o horizonte do mar, parecia que estava ouvindo um som, algum canto diferente, de repente o boi caminhou e entrou no mar, e o que se sabe é que o bicho nunca mais apareceu. Dizia o Cipriano que ele vivia falando para o boi da beleza que era o mar... Quando o bicho viu o mar de perto e sentiu a maresia, ficou alucinado, deu uma loucura que o bicho desapareceu mar adentro; nunca mais apareceu. Pescadores diziam que era o canto das Sereias. O Boi foi atraído pelo canto das Sereias!!!-É Malvina, isso é fato comprovado!!!O BOI DE CONCHAS foi uma aparição aos olhos de vovô Lindolfo e a muitos outros pescadores. Para vovô Lindolfo, o boi aparecia toda vez que ele dedilhava sua viola aos pés da amendoeira da praia do Cruzeiro.Fica aí registrado, a LENDA DO BOI DE CONCHAS, que vovô me contava quando eu era criança. Acredite ou não, o boi aparecerá, saindo do mar toda vez que se fizer ouvir o som de viola, pandeiro, ratambufe,...
Fonte -Júlio César Mendes -
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