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terça-feira, 19 de outubro de 2010

Jardim bem cuidado ! Casa da Praia - Locação de Temporada/Vendas de imóveis de alto padrão na praia - litoral norte SP Condomínio Costa Verde Tabatinga


Como plantar mudas saudáveis
Cuidados nos primeiros dias garantem vida longa às plantas do jardim
Mudas frágeis podem se tornar árvores de grande porte se alguns cuidados e orientações forem seguidos na hora de plantar. Escolher a muda e o torrão certos, por exemplo, pode ser a chave para o sucesso.
Ao comprar a muda, é necessário observar o aspecto das folhas e a qualidade do torrão
Segundo a engenheira agrônoma do Ibrap (Instituto Brasileiro de Paisagismo), Aline Fini, o primeiro ponto a ser observado na hora da compra da muda são as folhas, que devem estar saudáveis, sem manchas, pragas ou doenças. “Outro fator importante é a qualidade do torrão, que deve estar íntegro”, diz a engenheira.
Além de observar o torrão, é preciso conferir o estado das raízes. “Elas não devem estar enoveladas, ou seja, emaranhadas como em um novelo de lã”, alerta Vanderlei Rodinsky, do Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro. O especialista também lembra que a embalagem que reveste a muda deve estar em bom estado, indicando que a planta não sofreu choques ou agressões.
Ainda na hora de escolher a muda, é importante ficar atento ao tamanho e idade da planta. “Quando a muda sai do viveiro ainda muito novinha, sem ter atingido seu tamanho ideal para plantio, ela pode não resistir”, explica o professor de jardinagem do SENAC-RJ, Cláudio Teixeira. De acordo com ele, espécies arbóreas, por exemplo, são plantadas com, em média, 1,80 m, mas o tamanho ideal varia de acordo com a espécie.
Atenção às medidas
Eleita uma muda saudável é hora de prestar atenção aos detalhes do plantio. Buscar um local em que a iluminação seja adequada ao tipo de espécie é apenas um dos cuidados nessa etapa.
O professor Cláudio Teixeira recomenda uma rápida pesquisa sobre o tamanho adulto da espécie em questão. “O mínimo de espaço que deve ser dado entre uma muda e outra na hora do plantio é o tamanho da copa da espécie”, indica o professor. “Isso evita que uma planta interfira no crescimento da outra”, completa. Dependendo da espécie, esse espaço poderá ser de apenas 20 cm - no caso de plantas rasteiras – chegando a metros de distância, quando se pensa em árvores de grande porte.
Outro dado importante a ser levado em consideração é a distância entre a planta e construções. Para evitar danos futuros às edificações é aconselhável que as mudas sejam plantadas com, no mínimo, 5 metros de distância de muros, casas e prédios.
Cuidados na hora do plantio
Após definir o local ideal para a mudinha, é necessário retirar o torrão da embalagem que a reveste para dar início ao plantio. Ao abrir a cova, ou seja, o buraco que irá receber a muda, observe o tamanho ideal para acomodá-la. “O tamanho da cova deve ser definido em função do tamanho do torrão. Deve haver uma folga de 5 cm entre o torrão e a terra lateral, e pelo menos uns 10 cm de profundidade além do tamanho do torrão”, ensina Cláudio Teixeira.
É nesse espaço de 10 cm que o adubo, orgânico ou industrial deve ser colocado. Porém, ele não deve entrar em contato direto com a raiz da planta, pois pode queimá-la. Para evitar isso, o professor de jardinagem ensina um truque: ao retirar a terra para abrir a cova, separe a metade de cima da terra. Coloque o adubo no fundo do buraco, seguido por uma camada dessa primeira metade de terra e, depois, coloque o torrão, de forma que ele fique nivelado com o solo.
“A terra de cima é melhor, pois é ela que recebe todo o material orgânico, além do ar entrar com mais facilidade”, explica Teixeira. Além disso, Aline Fini, do Ibrap, lembra que a rega logo após o plantio é imprescindível.
Garantindo a saúde da muda
O ideal é irrigar a muda todos os dias, por duas a três semanas
Com o plantio adequado, as chances da muda sobreviver são grandes, mas não eliminam os cuidados posteriores. A rega diária, por exemplo, é fundamental para a adaptação da planta. “É necessário irrigar todos os dias, por duas a três semanas, dependendo da espécie e das condições ambientais. Outro cuidado é monitorar o possível ataque por pragas e formigas”, recomenda Aline Fini.
Uma dica importante para evitar quebras e machucados no caule da planta é a implantação de um tutor, ou seja, uma vara de bambu ou madeira que deve ser fincada ao lado da planta e amarrada à muda. Ele dará sustentação e não deixará a muda se partir, no caso de uma ventania, por exemplo. Na hora de amarrar a planta ao tutor com um barbante ou fita, cuidado para não apertar demais o caule: não se esqueça que o crescimento do vegetal ocorre também na largura.
Logo nos primeiros dias de transição, a planta pode dar alguns sinais de que está sentindo a mudança para o solo. Folhas amareladas ou mesmo a queda de algumas delas é comum nessa fase. “É um sistema de defesa”, explica o professor Cláudio Teixeira. “Ela perde essas folhas para diminuir seu gasto de energia com a transpiração, pois ela ainda não está absorvendo todos os nutrientes e água necessários”, diz. Por isso, Teixeira recomenda que, ao ver que uma folha está murcha e prestes a cair, auxilie a planta, retirando essa folha, para poupar energia, além de garantir a adubação periódica.
Caso a muda tenha sido plantada em um vaso, Vanderlei Rodinsky, do Jardim Botânico do Rio de Janeiro, indica a troca de vaso a cada dois anos, sempre para um maior. “Mas, vai chegar a hora em que essa planta deverá ir para um local definitivo ou ela vai morrer”, alerta Rodinsky. Por Daniela Morás, especial para o iG São Paulo ,

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